O Comando Nacional dos Bancários decidiu promover, na sexta-feira (14), manifestações contra a lucratividade dos bancos em todas as capitais do país. Os protestos fazem parte das atividades da greve dos bancários, que completou 15 dias nesta terça-feira (11).
Em reunião, na capital paulista, o Comando Nacional dos Bancários também avaliou a paralisação dos trabalhadores. Segundo o presidente da Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Carlos Cordeiro, o movimento está forte e será ampliado.
- Ante o silêncio dos bancos, decidimos que temos que ampliar a greve. Vamos tentar paralisar setores que ainda não foram afetados e também parar agências que ainda continuam funcionando.
No balanço da greve feito ontem pela Contraf, 9.090 agências bancárias aderiram à greve. Isso, de acordo com presidente da Contraf, representa 45% do total de agências do país.
Cordeiro disse, ainda, que o comando nacional vai enviar uma carta à presidente Dilma Rousseff solicitando uma audiência. No encontro, os bancários pretendem discutir com a presidente a importância do aumento salarial da categoria para melhorar a distribuição dos ganhos obtidos pelas instituições financeiras que atuam no país.
O comando vai enviar uma carta também ao presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Murilo Portugal. Na carta, os bancários pedirão que Portugal participe das mesas de negociações entre os trabalhadores e os bancos.
Maior dos últimos 20 anos
A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Só na região metropolitana de São Paulo, a greve paralisa 812 locais de trabalho, sendo 16 prédios administrativos de banco, abrangendo 25 mil trabalhadores, de acordo com dados do Sindicato dos Bancários de SP, Osasco e Região.
Apesar disso, a reportagem do R7 encontrou várias agências de bancos privados funcionando normalmente e sem fazer qualquer menção à greve. Todas elas, inclusive as dos bancos públicos que aderiram à parada, mantêm caixas eletrônicos funcionando e atendimento telefônico.
A compensação bancária ocorre normalmente e, em alguns casos, dá até para os clientes entrarem nas agências para pagar contas e sacar dinheiro na boca do caixa.
Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitar a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.
Agência Brasil
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