Dança encontrada nos festejos de colheita,
alusiva ao lagarto, muito comum no sertão da
Paraíba. Antigamente era dançada na zona rural
do Rio Grande do Norte com muito mais
freqüência.
Com o avanço tecnológico dos meios de
comunicação, chegou aos centros urbanos,
embelezando as festas de São João. É dança de
pares enlaçados; tem feições dos fandangos
sulistas, embora possua características
peculiares da região nordestina. Pesquisada em
Taperoá - Paraíba.
Boi da Paraíba
A Festa do Bumba meu Boi é um folguedo
encontrado em todo o Brasil, porém, com
variações rítmicas, coreográficas e épocas de
realização bastante diversificada. Segundo a
tradição nordestina a lenda acontece quando a
grávida, Mãe Catirina,
mulher de pai Francisco, o capataz da fazenda, tem o
desejo de comer uma língua de boi, pai Francisco
mata o melhor boi do patrão e tira-lhe a língua. O
filho do casal nasce perfeito, mas o amo exige o boi
vivo, caso contrário mataria o capataz Francisco.
O único recurso para salvá-lo é ressuscitar o
boi. Assim, com a ajuda de um pajé, o boi
recupera a sua vida e o dono da fazenda
declara a festa anual para comemorar o
renascimento do boi.
Na Paraíba, o Bumba-meu-boi, conta com a
figura destacada do vaqueiro, vestido a
caráter - com o gibão e o chapéu de couro - do
burrinho, da ema e do próprio boi, dentre
outros. A movimentação é uma característica
marcante do folguedo já bastante conhecido
pela população brasileira. Pesquisado pelo
grupo "Tropeiros da Borborema", Campina Grande
- Paraíba.
Maracatu
Cortejo de negros, característicos do
Estado de Pernambuco, de modo especial da
cidade de Recife, podendo se encontrado também
no Ceará. É tradicional, havendo alguns com
mais de cem anos de existência. Existem várias
versões para a sua origem. No período
colonial, os portugueses, para acalmar os
escravos e manter a ordem, incentivavam as
chamadas coroações dos reis de congo, festa em
que a nobreza escrava, eleita pelos próprios
negros, era cultuada com cerimônias realizadas
nas igrejas em homenagem à padroeira ou a
Nossa Senhora do Rosário.
Ao
final do ato sagrado os escravos cantavam e
dançavam com seus batuques, para festejar os
seus reis. O Maracatu introduzido no Brasil
pelos negros escravos, sofreu modificações em
seus significados, objetivos e funções. Hoje é
caracterizado por um sincretismo afro-
brasileiro, dançada por negros e brancos
celebrando a alegria do carnaval.
Personagens: Rei, Rainha, príncipes, mucamas,
damas do passo_ dama que leva a calunga-
pajés, vassalos e damas ricas.
Xaxado
Dança originária do alto sertão Pernambuco,
conhecida em todo o agreste nordestino desde
1922, foi divulgada no interior pelo
cangaceiro Lampião e os cabras de seu grupo.
Inicialmente, a melodia desta dança vinha do
som dos bacamartes, batendo no chão, e do
chiado das alpercatas, que eram usadas também
como instrumentos de percussão;porém, Luís Gonzaga,
cantor e instrumentista
nordestino, a transformou em baião. Passando a
ser conhecido em todo o Brasil, ganhando os
salões. Assim, o baião ficou sendo considerado
o ritmo oficial do xaxado, nome que é uma
onomatopéia do chiado de sandálias
arrastando-se no chão" xá- xá- xá ".
Caninha Verde
Dança-cordão de origem Portuguesa, introduzida
no Brasil durante o ciclo da Cana-de-açúcar. A
caninha verde nos demais estados brasileiros
é, na maioria das vezes, dança de fandango.
Todavia, no Ceará é uma dança independente e
começou a ser conhecida no início do século,
nas praias de Aracati.
Ao aclimatar-se em terras cearenses, adquiriu
formas próprias, bem diferenciadas daquelas de
outras regiões. No início era dançada tão
somente nas zonas praieiras e daí passou a
fazer parte dos festejos momescos. Na verdade,
há uma alusão ao período carnavalesco, como se
pode perceber pela letra da marchinha fazendo
referência aos "três dias da sardinha" e a
Maria Colombina, Rainha do Carnaval,
personagem viva do quadro, bem como ao
Imperador D. Pedro II. Pesquisada pelo Grupo
de tradições cearenses, Fortaleza - Ceará.
Caboclinhas de Alagoas
Caboclinhas é nome genérico, usado no Nordeste
para designar toda e qualquer dança dramática
inspirada nos usos e costumes dos ameríndios.
Esse bailado foi registrado pela primeira vez,
em tribos indígenas no Nordeste, no ano de
1584. A manifestação ocorre, sempre durante o
período carnavalesco, com alguma intensidade
nos Estados da Paraíba, Pernambuco,Alagoas e
Sergipe. No Norte de Minas Gerais, a
manifestação acontece durante as festas
folclóricas de Agosto. Outrora, tinham a
função de homenagear os reis escravos do
maracatu no adro das igrejas. Atualmente, são
grupos fantasiados de índios que, ao som de
pequenas flautas e bandas de pífanos, saem
pelas ruas das cidades, a dança simula lutas
guerreiras, trabalhos agrícolas ou rituais de
caça. Executam um bailado ritmado e marcado
pelos estalidos secos das preacas (espécie de
arco e flecha). A coreografia que o Aruanda
executa foi pesquisada junto ao Gruo de
Caboclinhas da Cidade de Capela, Estado de
Alagoas.
Maculelê
A origem dessa dança se perde no tempo. É
dançada em Santo Amaro da Purificação - BA.
Sua realização se dá por ocasião das
comemorações da festa de Nossa Senhora da
Conceição. As lendas sobre a dança são as mais
variadas. Dentre elas a do guerreiro que
enxergava por todos os lados. Certa vez,
quando dormia previu o ataque de sua aldeia
pelos inimigos e, sozinho, tomando de uma
grima de madeira, lutou e conseguiu derrotar a
todos.
Fonte:
www.grupoaruanda.com.br/dancas
Grupo
busca resgatar a cultura da PB
O Grupo de Cultura Os Cariris, de Taperoá, no Cariri paraibano,
destaca-se no cenário da Paraíba.
Os Cariris foi fundado no dia 17 de abril de 1988, através de um
projeto idealizado pela professora Lúcia Maciel, que juntou alguns
jovens com a intenção de formar um grupo de dança para fazer
apresentações apenas na época do São João. A primeira apresentação
aconteceu no dia 23 de junho do mesmo ano, durante o São João de rua
da cidade.
As danças mostradas foram o camaleão, o xote, a araruna e o galope,
que fazem parte da seqüência nordestina do grupo. Ela retrata o São
João do início do século XX e é conhecida também como dança de salão
porque fazia parte das danças de salão da corte real do final do
século XIX e início do século XX, passando depois a fazer parte das
festas juninas, com novos ritmos, músicas e indumentárias.
O nome Os Cariris origina-se da palavra Kiriri, tribo indígena que
habitou a região de Taperoá. O símbolo do grupo foi criado pelo
dramaturgo Ariano Suassuna. Trata-se de uma machadinha, instrumento
agrícola muito utilizado pelos índios Kiriri. Ao redor da machadinha,
existem 12 círculos, seis de cada lado, representando as famílias
fundadoras de Batalhão. Nas extremidades, são observadas as letras VB,
símbolo referente ao ferro utilizado para marcar os animais dos
fazendeiros, juntamente com a letra do dono.
O grupo tem como objetivo manter viva a memória cultural do município,
através das várias formas e expressões culturais, ou seja, na dança
folclórica e moderna, teatro, música e artesanato, além de exercer
atividades sociais. “Desde o início, o grupo foi idealizado não só
para resgatar as tradições folclóricas na região, mas também para
incentivar os jovens, para que eles não busquem o caminho das drogas e
da prostituição”, declara Claudete Vieira, coordenadora.
Atualmente, a entidade possui dois projetos voltados para crianças:
“Os Cariris Mirins”, que existe há mais de cinco anos e trabalha com
cerca de 20 crianças, e uma escolinha de futebol de salão, coordenada
por Iranildo Morais, que atende, em média, 80 crianças carentes.