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Templo Maior das
Artes
O Teatro Municipal "Severino Cabral" foi
construído pelo prefeito Severino Bezerra
Cabral - que lhe deu o nome - e inaugurado no
dia 30 de novembro de 1963, às 10 horas. No
mesmo dia, às 21 horas, apresentava-se em seu
palco, o ator José de Vasconcelos, um dos
maiores humoristas do rádio e da TV
brasileira.
Com uma estrutura física Inspirada num apito,
o Teatro Municipal foi idealizado pelo
arquiteto Geraldino Pereira Duda e já passou
por duas reformas, após sua construção. A
primeira etapa de restauração foi realizada em
1975, na administração do prefeito Evaldo
Cavalcanti Cruz.
Somente a 24 de setembro de 1986, foram
iniciadas, em caráter definitivo, tanto a sua
restauração, como a execução das etapas até
então configuradas em arcabouço. A conclusão
dessas obras verificou-se no dia 20 de abril
de 1988, na administração do prefeito Ronaldo
Cunha Lima.
O Teatro Municipal Severino Cabral tornou-se
ao longo das suas quatro décadas de existência
um verdadeiro centro aglutinador da produção
artística campinense e paraibana. Localizado
no coração da cidade, em plena Av. Floriano
Peixoto, o prédio impõe-se pela beleza de suas
linhas modernas e pelo marco urbano que
representa. Daí, a inegável a importância
histórica, artística e patrimonial desse
equipamento cultural, templo maior das artes
campinenses e cenário de diversos eventos
nacionais e regionais.
Um marco urbano
Anos sessenta. Regime ditatorial. As
manifestações artísticas vivem um período de
censura. Liberdade era apenas uma palavra
contida em si mesma. Nesse contexto, em
Campina Grande, um grupo de artistas amadores,
dá inicio a um movimento que reivindica a
construção de um teatro. Um espaço adequado,
agradável, ideal à explosão criadora dos
gênios da arte, que partem do limite sufocante
do material e que se eternizam nos insondáveis
mistérios do transcendental.
O poder público, representado pelo prefeito
Severino Bezerra Cabral - que mais tarde daria
nome ao Teatro, sensibiliza-se com a causa dos
artistas. Vitória. Nasce o Teatro Municipal de
Campina Grande, no dia 30 de novembro de 1963,
com mais de 600 lugares, dez camarins, palco
de 12 metros por 18m de profundidade; tem a
sua forma volumétrica inspirada num "Apito" ou
"flauta" projeto elaborado pelo engenheiro
Geraldino Pereira. No mesmo dia, às 21 horas,
apresentava-se em seu palco, o ator José
Vasconcelos, um dos mais consagrados artistas
brasileiros da época.
A criação do TMSC, mostra a larga visão de
futuro do prefeito Severino Cabral,
assinalando uma nova fase para as artes
cênicas e demais expressões artísticas que
seriam aninhadas
no local, mostrando a posição vanguardista de
Campina Grande diante das demais cidades da
região.
Considerado um teatro moderno para os padrões
da época, o edifício era condizente com a
imagem de progresso que a cidade ostentava,
respondia ao clima de auto-afirmação e de
otimismo progressista da Campina Grande da
década de 60. O Teatro Municipal se
materializava como um templo da arte, com sua
arquitetura e freqüência dos espetáculos, numa
prova que o progresso econômico observado na
cidade merecia uma resposta cultural a altura.
Com a inauguração do Municipal, a cidade
ganhou a mais importante casa de espetáculos
da região, que tem sido nesses 40 anos, palco
de grandes acontecimentos artístico-culturais,
por onde já passaram nomes da mais alta
representatividade da cultura nacional e
internacional.
Diante da magnitude da obra, o Teatro
Municipal só teve a sua estrutura física
concluída em 24 de abril 1988, na
administração do governador Tarcisio Burity e
executadas pela Engenharia e Arquitetura ltda
- ENARQ - sob a supervisão da Superintendência
de Obras do Desenvolvimento do Estado - SUPLAN.
No quarto pavimento, Foram construídos dois
camarins coletivos, quatro sanitários e hall.
O quinto pavimento passou a contar com salas
de ensaio, vestiários, duas copas, seis
sanitários e hall. Ainda foi implantada uma
central de ar condicionado, um sistema
completo de combate a incêndio, com 33
extintores, um sistema moderno de sonorização
com equipamentos da mais alta tecnologia.
A falta de um espaço que comportasse
espetáculos mais intimistas, e atraísse
pequenas platéias, fez nascer há mais de uma
década o Mini-teato Paulo Pontes. Uma
reivindicação antiga dos artistas campinenses,
que se sentiam confinados nos imenso espaço do
"Cabralzão". O mini-teatro, anexo ao TMSC,
possui 80 lugares, e quando da sua inauguração
estimulou ainda mais o fulgurante movimento
artístico-cultural do final dos anos 70 início
da década de 80.
Nessas quatro décadas de arte e cultura, o
TMSC consolidou-se como o epicentro da
produção artístico-cultural em Campina Grande,
abrigando as mais importantes companhias de
dança contemporânea e folclórica da cidade, e
alguns dos mais destacados grupos de teatro do
Nordeste, que utilizando o tablado e as luzes
do palco do nosso teatro realizaram
inesquecíveis apresentações, mostrando que a
trajetória da cultura na cidade se confunde
com a própria história quixotesca do Velho
Cabral de luta e resistência em defesa da
arte.
Na direção da casa já passaram alguns dos
nomes mais atuantes do cenário cultural
paraibano, como o folclorista e produtor João
Dantas, a professora e coordenadora do
Festival de Inverno de Campina Grande, Eneida
Agra Maracajá,
o jornalista Hermano José, o professor e
jornalista Wilson Maux e a cantora Cida Lobo.
No momento o jornalista e teatrólogo Saulo
Queiroz está a frente da casa, numa
administração que visa democratizar o acesso
ao teatro, através da elaboração de projetos
que pretendem reduzir o valor de ingressos e
aumentar o número de espetáculos realizados.
Se para muitos, esse é o tipo de matemática
não dá certo, ele acredita que a única forma
de fazer do TMSC um espaço aberto a toda
população, é baixando o valor dos ingressos,
possibilitando assim uma democracia cultural
real, que deixe de parecer devaneios ufanistas
dos que ainda acreditam que as manifestações
culturais são a única forma de um povo
conhecer a sua verdadeira história.
Fonte: www.teatroseverinocabral.com.br |