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Museu de João Pessoa

A Capital da Paraíba recebe como presente do Governo do Estado a garantia da instalação do Museu da Cidade de João Pessoa Império e República. A solenidade de assinatura do convênio entre o governador Cássio Cunha Lima e a secretária Nacional de Desenvolvimento do Turismo, Maria Luiza Leal, do Ministério do Turismo, aconteceu na sede do Museu, na Praça da Independência.

Na ocasião, o governador destacou a importância do museu – que receberá um investimento na ordem de R$ 2,5 milhões - que servirá de local onde será iniciado um projeto de preservação da história da Paraíba, desde o período do Brasil Colônia, Império e República Velha.

O Museu será instalado na casa onde morou por dois anos o ex-presidente João Pessoa, local que tem um grande simbolismo na trajetória da história da Paraíba.

A proposta, segundo o governador, é preencher uma lacuna que existia na cidade em termo de preservação dos seus monumentos e da história. “Será um legado para as futuras gerações”, disse.

Cássio destacou que o museu terá um grande apelo turístico, que vem se juntar às obras de infra-estrutura em execução na Capital, o que estará mudando a qualidade de vida das pessoas e oferecendo uma cidade aprazível para quem a visita. Sobre o projeto, ele considera excelente, o que ajudou na aprovação do Ministério do Turismo.

A secretária Maria Luiza Leal destacou a boa parceria entre os governos estadual e federal no setor de turismo, reconhecendo que o governador vem fazendo um esforço grande para consolidar o turismo na Paraíba. Os recursos para a instalação do museu já estão empenhados.

A coordenação do Museu da Cidade de João Pessoa – Império e República, é da primeira-dama do Estado, dona Sílvia Cunha Lima. O projeto está orçado em R$ 2,6 milhões e deve estar implantado em 12 meses. Em nome da família Pessoa falou, na ocasião, o jornalista Abelardo Jurema.

O Museu terá duas unidades: uma referente ao período do Império e Primeira República. Numa segunda etapa, através do Prodetur II, será estruturada a Unidade Colônia, que terá sede no prédio da Alfândega, no Porto do Capim, que faz parte do Centro Histórico de João Pessoa.

Projeto será composto por duas unidades em João Pessoa

A coordenadora Técnica do projeto do Museu, Regina Mota Rocha, também diretora executiva do Iphaep (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba), informou que a Comissão – cuja coordenadora Geral é a primeira-dama, dona Sílvia Cunha Lima – começou a pensar na implantação do órgão em junho de 2003, quando percebeu-se que, apesar de possuir um rico acervo histórico, a Capital, embora tenha sido a terceira cidade fundada no Brasil, não dispunha de uma área para preservação desse patrimônio.

Numa primeira vistoria, a diretora executiva do Iphaep lembrou que o sobrado apresentava um elevado grau de deterioração, bem como no seu entorno. Descobriu-se, também, que havia muito lixo no local, além de mobiliário abandonado. Daí a necessidade de ter sido feita limpeza do interior e jardins.
O projeto do Museu da Cidade, segundo ela, é composto por duas unidades. Uma – a que vai abranger o período do Império e República – funcionará no sobrado da Praça da Independência. A outra – a Unidade Colônia – ficará abrigada no prédio onde funcionou a Alfândega, no Porto do Capim, como uma forma de revitalizar o Centro Histórico, explicou.

No caso do Museu da Cidade - Império e República, Regina Mota informou que vai estar abrigado um importante acervo – documentos, esculturas, fotografias – que remeterá àqueles períodos históricos. Ela disse que a idéia, também, é mostrar a importância de João Pessoa nesse contexto. Para tanto, familiares do ex-presidente foram contactados para doação de documentos e objetos pessoais. Um levantamento ainda está sendo feito do material desse Museu, cuja previsão
é de que as obras durem 12 meses.

HISTÓRICO

João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque morou no sobrado localizado na Praça da Independência, no bairro de Tambiá, de 1929 até 26 de julho de 1930, quando foi assassinado por João Dantas, na Confeitaria Glória, em Recife. Para tanto, o imóvel, de número 92, foi alugado pelo Governo para que o então chefe de
Estado residisse, enquanto o Palácio da Redenção passava por reformas, em 1929.

Depois da morte de João Pessoa, o palacete ficou fechado. Posteriormente, foi adquirido pela família Ribeiro Coutinho, proprietária do imóvel até 1980, ano em que foi vendido ao Estado. O sobrado foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba pelo Decreto nº 8.641, de 26 de agosto de 1980. A partir dali, passou a ser protegido pelo órgão.

O palacete foi construído em 1925, para ser residência do comerciante de algodão Tranquilino Monteiro. Por causa do declínio financeiro, ele alugou o sobrado ao Governo do Estado. De acordo com dados do Iphaep, o imóvel tem área de 2.800 metros quadrados, sendo que a área construída é de 450,80 metros quadrados. A frente e os fundos medem 70 metros, enquanto as laterais 70 metros.

 

 

 

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