Hermano José,
artista plástico
Essencialmente ecológica, a produção artística de
Hermano José começou a ganhar evidência por volta da
década de 1940, com a fundação do Centro de Artes
Plásticas da Paraíba (Cap). Sua trajetória denota
uma significativa referência pela luta da classe
artística cultural, com a consciência de preservação
do meio ambiente. Após participar de várias
exposições em João Pessoa, segue em 1956 para o Rio
de Janeiro para fazer cursos de pintura no Museu de
Arte Moderna, com Ivan Serpa, e gravura no Liceu de
Artes e Ofícios. Foi a gravura que lhe possibilitou
o reconhecimento internacional, com exposições nos
Estados Unidos, Japão, Europa e América Latina. No
ano de 1970 retorta à capital paraibana, de onde
comanda movimento de resistência pela preservação do
patrimônio histórico e meio ambiente local, através
das artes.
Ivan Freitas,
artista plástico
Nasceu em João Pessoa, em 1933. Autodidata, fez sua
primeira exposição individual em 1957. No ano
seguinte se transfere para o Rio de Janeiro, onde
participa do Salão Nacional de Arte Moderna, em
1960. Logo em seguida, depois de expor na Galeria
Barcinsk, obtém uma bolsa de estudos, permanecendo
em Paris. Expôs em diversas cidades européias, entre
elas, Nápoles, Buenos Aires, Trieste e Montevidéu.
Em 1969 viaja para os Estados Unidos onde expõe em
Nova Iorque e Washington. Retorna ao Rio de Janeiro
em 1973 para participar da Bienal de São Paulo. Ivan
Freitas foi o idealizador e o executor do painel dos
Arcos da Lapa do Rio de Janeiro.
João Câmara,
artista plástico
O artista plástico paraibano João Câmara tem a arte,
a curiosidade e a esperança, como atributos
fundamentais para a alma humana. Apaixonado pelo que
faz, ele condensa e transforma as impressões e
representações do mundo, sejam elas políticas e
ideológicas, em suas obras. Além das principais
vitrines da arte no Brasil, o trajeto artístico de
João Câmara o levou a muitos lugares mundo a fora.
Mantém obras em vários museus e coleções
particulares no Brasil e exterior, a exemplo do
Museu do Estado de Pernambuco, Museu de Arte Moderna
do Rio de Janeiro, Museu de Arte de Toronto, Canadá,
dentre outros. “Cenas da Vida Brasileira”
(1930-1954, 10 painéis e 100 litografias),
apresentada nos Museus de Arte Moderna do Rio de
Janeiro e de São Paulo, pode ser considerada como
uma das mais importantes de sua carreira. Mantém
obras e ligações artísticas com João Pessoa.
Alexandre Filho,
artista plástico
Nascido em Bananeiras, brejo da Paraíba, Manoel
Alexandre Filho viveu rodeado de paisagens vegetais,
culturais e mitológicas com suas flores e frutos,
que num tom tropical remetem às simbologias do
paraíso. Sua arte naif reflete um mundo
encantado, resultado da contemplação e da vivência
de seu universo rural, com as marcas da
ancestralidade inerente à cultura popular. Em 1966,
o artista participou do XV Salão Nacional de Arte
Moderna, do Rio de Janeiro. A partir daí, seus
quadros inspirados na paisagem do interior,
demonstrando a fidelidade do homem com os frutos da
terra, passaram a ser difundidos e colecionados no
mundo todo por diversas personalidades. O artista é
um dos destacados moradores de João Pessoa.
Alice Vinagre,
artista plástica
A artista plástica Alice de Farias Vinagre nasceu na
cidade de João Pessoa, em setembro de 1950.
Trabalhou inicialmente como nutricionista até 1997.
Nesse mesmo ano prestou vestibular para o curso de
Pintura da Escola de Belas Artes da UFRJ e, antes
mesmo de concluí-lo, fez a primeira exposição
individual na Galeria EBA 7, no Rio de Janeiro, e
uma exposição coletiva no 35° Salão de Artes
Plásticas de Pernambuco (ambos em 1982). Logo
em seguida sua obra ganhou espaço nas principais
galerias de arte do Brasil e do mundo, expondo no
3° Salão de Brasileiro de Arte de São Paulo
e na 6° Exposição de Belas Artes/ Japão, Tóquio,
Quioto e Atami. Atualmente reside em João
Pessoa, mantendo atividades didáticas e artísticas.
Antônio Dias,
artista plástico
Os elementos plásticos que constituem as obras de
Antônio Dias sempre conotaram um caráter de
provocação, seja através da contundência das cores,
seja através de despudoradas instalações. De acordo
com especialistas, o artista interage de forma
marcante com a vertente pop, minimalista e
conceitual com a história da arte brasileira e
mundial. Antônio Dias nasceu no ano de 1944, em
Campina Grande, mas foi no Rio de Janeiro de 1957
que teve o primeiro contato com as artes. Sua
trajetória (morando no Brasil e na Europa) envolve
trabalhos em xilogravura, filme super-8, foto
digital, pintura, instalação, escultura etc. Museus
e instituições européias referendam sua importância
para a arte contemporânea, mas só em 1962 sua obra
passa a ser destaque entre os contemporâneos
brasileiros. Dias pretende instalar um de seus
ateliês no Centro Histórico de João Pessoa.
Cacá Santa Cruz,
artista plástico
Cláudio Santa Cruz Costa Filho nasceu em João Pessoa
no dia cinco de julho de 1956. Expôs pela primeira
vez na Nova Arte Coletiva Saguão da UFPB, em 1977,
sendo premiado pela Arte e Movimento, Feira Paraíba,
Mostra de Pinturas e Galeria Portinari. Participou
do 1º Salão Municipal de Artes Plásticas do Espaço
Cultural em 1985, expondo no Salão de Arte
Contemporânea de Pernambuco em 1987. No mesmo ano
participou da coletiva de inauguração da pinacoteca
da UFPB; Artimprensa, na Galeria Gamela e dos
Pintores da Décadade 80, da Galeria José
Américo de Almeida. Além de artista plástico é
músico e ativo agente cultural da cidade.
Chico Ferreira,
artista plástico
O pintor, ceramista e muralista autodidata Chico
Ferreira de Andrade nasceu em Catolé do Rocha, na
Paraíba, em 1957. Mudou-se para João Pessoa para ter
mais contato com a arte. Participou de exposições
coletivas em todo país. Fez sete exposições
individuais, entre as mais importantes estão: SHELLY-
Galeria de Arte do Rio de Janeiro, Mostra de Arte
Atual Paraibana, Mitos e Lendas - Salônica/Grécia e
VI Salão Nacional Norte-Nordeste.
Chico Pereira,
artista plástico
Chico Pereira da Silva Júnior nasceu em Campina
Grande de 1944, estudando desenho na Escola de Artes
daquela cidade. Participou da Equipe 3, do grupo
responsável por ações da arte coletiva na Paraíba da
década de 1960. Dirigiu o Museu de Arte de Campina
Grande de 1969 a 1974. O artista atua no campo da
arte e educação desde os anos de 1970, tendo
realizado cursos de especialização e participado
ativamente como professor e conferencista em eventos
nacionais. Foi membro da delegação brasileira no 7º
Congresso Internacional da AIAP (Associação
Internacional de Artes Plásticas), na Bulgária, no
ano de 1973. Recebeu Menção Honrosa no Concurso
Nacional sobre Museologia da Fundação MUDES/MEC, em
1976. Seus primeiros trabalhos ganharam dimensões
nas primeiras bienais nacionais de Artes Plásticas
de Salvador, em 1966 e 1968. Foi subsecretário de
Cultura do Estado entre 1998 e 2002.
Clóvis Júnior,
artista plástico
Clóvis Dias Júnior, natural de Guarabira, na
Paraíba, nasceu em 22 de julho de 1965 e mudou-se
para João Pessoa em 1981. Suas primeiras exposições
foram em 1983 na 1ª Mostra de Pintura em Muro,
36º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco
e na Coletiva Todas as Cores do Homem, na
Galeria Gamela. Conhecido pelo colorido das suas
telas de arte Naiff, ganhou o primeiro prêmio de
Concurso Nacional de Cartazes promovido pela ONU em
1993 e tem seu trabalho divulgado em mais de 150
países. Suas últimas exposições passaram por
Portugal, Alemanha, Paris, Milão, Nova Iorque e
Londres. Mora em João Pessoa, onde também é atuante
agente cultural.
Diógenes Chaves,
artista plástico
O pintor, caricaturista, desenhista, serígrafo e
gravador Diógenes Chaves Gomes nasceu em Araçagi, na
Paraíba, em 28 de novembro de 1959, passando a morar
em João Pessoa no ano de 1966. Iniciou seus estudos
de Desenho e História da Arte e Pintura na Coex-UFPB.
Em 1985 dedicou-se integralmente à serigrafia e ao
desenho livre, tornando-se conhecido por ter editado
tiragens serigráficas de importantes artistas
plásticos do nordeste. Utiliza essa técnica como
instrumento básico para os seus trabalhos de
acrílico sobre tela. Foi selecionado no 3º Salão
Municipal de Artes Plásticas, de 1988, pela
Galeria de Arte Contemporânea.
Elpídio Dantas,
artista plástico
Nascido no município de Catolé do Rocha, Elpídio
Dantas fez sua primeira exposição em 1977, na
Galeria Pedro Américo, em João Pessoa. Artista
premiado, também apresentou obras em Nova York, nos
Estados Unidos, e em Deauville, na França. “Entre
Dois Mundos” é o título da exposição que o artista
plástico paraibano Elpídio Dantas apresentou em
agosto de 2003, na Galeria Gamela, em João Pessoa. A
individual, reunindo cerca de 24 obras, todas
inéditas, segue pelo caminho das cores e formas do
Abstracionismo. No ano de 1982 ganhou o prêmio para
ilustração do Catálogo Telefônico realizado pela
extinta Telpa na capital paraibana.
Flávio Tavares,
artista plástico
A obra do artista plástico Flávio Tavares mostra uma
força gráfica concentrada nos seus trabalhos em
papel e nas expressivas pinturas a óleo. Nos seus
desenhos, cavaleiros e burgueses faziam festas
orgíacas, emolduradas por animais e por personagens
de fábulas. A definição da linguagem trabalhada por
Tavares incursiona pelo figurativismo, com uma
dosagem de realismo fantástico. Natural de João
Pessoa, Flávio Roberto Tavares começou cedo a
desenvolver sua arte. Sua pintura reflete uma busca
constante da brasilidade, no sentido da cor que
caracteriza a arte latino-americana. Seu
ateliê-residência, num bucólico espaço no Altiplano
Cabo Branco, é visita obrigatória para os
admiradores e profissionais das artes plásticas em
visita à cidade.
Fred Svendsen,
artista plástico
O desenhista, pintor, gravador, escultor e designer,
nasceu em João Pessoa de 1966. Iniciou a carreira
como ilustrador do suplemento literário Correio das
Artes, seguido dos suplementos Tudo, do Diário da
Borborema, de Campina Grande; da Oficina Literária e
Aguardente, do Rio de Janeiro; revista Íris-Foto
Cine Som; Tribuna da Imprensa; Antologia Carro de
Boi; revista de Educação e Cultura Festival de Arte
de Areia; e do livro Sociedade Paraibana 2001. Tem
obras em importantes instituições culturais como:
MAAC- Museu de Arte Assis Chateaubriand, MAM-Museu
de Arte Moderna da Bahia, MASP- Museu de Arte de São
Paulo, Fundação Pierre Chalitta, NAC- Núcleo de Arte
Contemporânea e Pinacoteca da Universidade Federal
da Paraíba, Revista Manchete (Museu da Bloch
Editores), Fundação Cultural de João Pessoa, entre
outros.
Marcos Pinto,
artista plástico
O pintor, desenhista, gravador, diagramador e
artista plástico, Marcos Pinto de Moraes nasceu em
João Pessoa, no dia 29 de maio de 1954. Começou suas
atividades quando era aluno dos cursos de artes
plásticas da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
Participou de exposições coletivas na cidade de
Olinda, seguido de diversas atividades por todo o
Brasil. Ganhou oito prêmios nacionais nas categorias
de pintura, gravura e desenho, além de dois prêmios
internacionais, sendo um deles no Salão de Arte
Erótica Internacional da cidade de Osaka, no Japão.
Representou o Brasil na mostra “11 Artistas
Brasileiros no Japão”, percorrendo 16 cidades.
Expôs nos Estados Unidos, nas cidades de Nova
Iorque, New Haven, New Orleans, entre tantas outras.
Marlene Almeida,
artista plástica
Marlene Costa de Almeida nasceu em Bananeiras, na
Paraíba de 1942. Graduada em Filosofia, freqüentou o
curso de pintura, desenho e escultura na Coordenação
de Extensão da UFPB, passando a dedicar-se aos
estudos dos materiais artísticos e à pintura. Com o
apoio do Conselho Nacional de Pesquisas Cientificas,
desenvolveu o trabalho sobre “Manufatura de tintas à
base de pigmentos naturais e resina” Em 1980 passou
a produzir tintas, que utilizou em todas as suas
obras. Mantém atividades didáticas e artísticas na
capital paraibana.
Miguel dos Santos,
artista plástico
O artista plástico, Miguel dos Santos nasceu em
Caruaru-PE, mas desde 1960 reside em João Pessoa,
onde possui ateliê. O versátil artista, ceramista e
pintor também esculpi peças em mármore e
pedra-sabão, além de fazer trabalhos em madeira.
Participou de dezenas de exposições individuais e
coletivas, em importantes galerias e museus no
Brasil e no exterior, como Rio de Janeiro, São
Paulo, Porto Alegre, João Pessoa, Brasília, além de
cidades da Argentina, Bélgica, Chile, Colômbia,
Dinamarca, Estados Unidos e Nigéria. Miguellibera
sua fantasia criando esculturas voltadas para o
realismo mágico, enamorado pelos mitos nordestinos,
explorando a composição figurativa de animais
míticos ou fantásticos. A influência africana é
patente com a confecção de máscaras ritualísticas.
Pedro Américo,
pintor
O pintor, desenhista e escritor Pedro Américo nasceu
na cidade paraibana de Areia, em 1843, e morreu na
cidade italiana de Florença, aos 62 anos. Ele
iniciou sua vida artística precocemente quando aos
11 anos de idade foi contratado para trabalhar como
desenhista pelo naturalista francês Louis Jacques,
que viajou pelo sertão brasileiro desenhando e
documentando a fauna e a flora locais. Em 1859,
recebeu do imperador Dom Pedro II uma bolsa de
estudos para se aperfeiçoar em desenho e pintura na
França. Em Paris, estudou na Escola de Belas Artes,
no Instituto de Física Ganot e na Sorbonne,
dedicando-se também à literatura e pesquisa
científica. Recebeu grande influência dos pintores
neoclássicos franceses. Em Florença, realizou suas
mais famosas pinturas, que são a “Batalha do Avaí” e
“O Grito do Ipiranga”. Foi considerado um dos mais
famosos artistas de sua época. É uma das principais
referências artísticas da Paraíba, em todos os
tempos. A sede da Prefeitura Municipal fica,
exatamente, na Praça Pedro Américo, no coração do
Centro Histórico de João Pessoa.
Raul Córdula,
artista plástico
O campinense Raul Córdula Filho, além de dedicar-se
à pintura, desenvolve uma série de atividades
ligadas à arte, dentre elas artes gráficas,
cenografia, crítica, desenhista, programação visual
e literatura. No ano de 1960 freqüenta os cursos
livres de pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de
Janeiro e estuda no Instituto de Belas Artes. Nesse
mesmo período realiza sua primeira mostra individual
na Biblioteca Pública de João Pessoa. Entre os anos
de 1978 e 1988, coordena o Núcleo de Arte
Contemporânea da Universidade Federal da Paraíba
(UFPB). Destaque para sua obra “O Malabarista ou a
Arte É a Paz”, de 1989 (acrílico sobre tela).
Roró de Sá,
artista plástica
Rosilda Maria de Sá Gonçalves nasceu em João Pessoa,
em 1963. Mudou-se para Recife e freqüentou o Atelier
Livre do Departamento de teoria e Arte e expressão
Artística do Centro de arte e comunicação da UFPE.
De volta a João Pessoa, participa dos cursos de
pintura e desenho na Oficina D’artes. Graduada em
Psicologia pelos Institutos Paraibanos de Educação,
ensina cursos de Papel artesanal no colégio Marista
Pio X. Suas primeiras exposições foram em 1978 no
XXVII Salão Infantil de Arte de Pernambuco, Museu do
Estado, Recife –PE e 3° Prêmio na exposição (Arte e
Contato) teatro Parque.
Sérgio Lucena,
artista plástico
Sérgio Soares de Lucena nasceu em 29 de Outubro de
1963, na capital paraibana. Em 1981/82 dedicou-se a
arte de técnicas de têmpera e nanquim. Participou do
Salão de Artes Plásticas da cidade do Recife e do 6°
Salão de Nacional de Artes Pásticas-FUNART-MAM no
Rio de janeiro. Em 1986 recebeu o prêmio da
Secretária de Educação do Estrado de Pernambuco -
prêmio Telpa- apa catalogo, e fez sua primeira
exposição individual na Galeria gamela em João
Pessoa.
Tota,
ceramista
Antônio Pascoal Régis, conhecido no mundo das artes
como Tota, nasceu na cidade pernambucana de
Tracunhaém, em 1932. Vindo de uma família
tradicional de oleiros dedicou-se, exclusivamente, a
arte da cerâmica, trabalhando em indústrias de São
Paulo. Mudou-se para João Pessoa em 1968, onde expôs
suas primeiras obras na Igreja de São Francisco, em
1975. No ano seguinte, seu trabalho foi exposto no
Sesc São Paulo, tornando-o conhecido como um dos
artistas de maior referência na arte da cerâmica.
Participou de mostras coletivas ao lado do pintor
José Lucena, na galeria Batik e no Espaço Cultural
José Lins do Rego, em João Pessoa.
*Obs.: transcrito do
Portal da Prefeitura Municipal de João Pessoa