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Maior São João do Mundo atrai 1,5
milhão de turistas
e gera 10 mil empregos
Estação junina
Estrutura e atrações do
evento
O
Maior São João do Mundo - o segundo evento mais popular do Brasil,
perdendo apenas para o Carnaval do Rio de Janeiro, segundo a Embratur
– Empresa Brasileira de Turismo, atrai para Campina Grande, na
Paraíba, cerca de 1,5 milhão de turistas, conforme pesquisa
qualitativa realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da
Prefeitura de Campina Grande.
O impacto econômico do São João reflete diretamente na economia da
cidade, beneficiando donos de hotéis, bares, restaurantes, pousadas,
motéis, comércio de roupas, calçados e demais, além do comércio
informal de alimentos e bebidas, entre outros.
O São João
é um evento de importância significativa para a economia local,
levando-se em conta que durante os 31 dias da festa, entre os meses de
junho e julho, a cidade ganha divisas em setores como comércio,
turismo e serviços em geral. Isso acontece por conta da movimentação
comercial, ocupação completa da rede hoteleira, além do extraordinário
fluxo turístico, considerando que aproximadamente 1,5 milhões de
pessoas, entre turistas e campinenses prestigiam o evento.
É um período em que o
consumo dos mais diferentes produtos cresce significativamente. Entre
esses produtos estão as peças de vestuário, tecidos para a confecção
de roupas juninas (destinadas às “quadrilhas juninas” e grupos
folclóricos), alimentação (comidas típicas, como pamonha e canjica), e
setores de comunicação e transporte, como o serviços de táxis.
O layout da festa sofreu mudanças que aprimoraram ainda mais a
estrutura do Parque do Povo. As inovações projetadas pela
Coordenadoria de Turismo contempla os forrozeiros com espaços
mais amplos para o arrasta-pé. Os Pavilhões (barracas maiores), que
normalmente são instalados na parte inferior do Parque do Povo foram
transferidos para a parte superior. A medida aumenta o espaço
naquela área, atendendo uma reivindicação de muitas pessoas que
trabalham e visitam o Parque do Povo. Ao todo, são instaladas cerca de
250 barracas no Parque do Povo.
No novo layout do Maior São João do Mundo não haverá mais o tablado na
parte superior do chamado Parque do Povo, conhecido como o “Quartel
General do Forró”. As apresentações de quadrilhas e grupos folclóricos
acontecem na Pirâmide do Parque do Povo. Na estrutura há também duas
arquibancadas, com capacidade para 1.000 pessoas.
A Feira
Central de Campina Grande também é lembrada no contexto
cenográfico. A “Feira de Mangaio” retrata os principais
estabelecimentos de venda de alimentos, artesanato, entre outros
produtos da feira mais popular da cidade.
Este ano, a réplica da Vila Nova da Rainha contempla a “Agência dos
Correios”, além das suas lojas de artesanato, um espaço dedicado às
pessoas que desejam fazer compras e conhecer um pouco da história da
origem da cidade de Campina Grande. Outras réplicas, que constituem o
cenário do Parque do Povo, não só fazem um resgate da história, mas
também facilitam a compreensão principalmente dos visitantes mais
jovens. Um exemplo é a representação do Cassino Eldorado, que entre as
décadas de 30 e 50 foi palco das grandes atrações nacionais que se
apresentaram em Campina Grande. O prédio do Cassino Eldorado ainda
existe e fica localizado na rua Manuel Pereira de Araújo, Feira
Central de Campina Grande.
A Fogueira Cenográfica é outra importante atração do Maior São João do
Mundo. Com aproximadamente 20 metros de altura, a fogueira aparenta
ser real. Confeccionada com materiais, a exemplo de cola, poliuretano,
tecido, entre outros, a grande fogueira mais uma vez ilustrará a parte
superior do Parque do Povo.
Para quem não consegue hospedagem em hotéis, motéis e pousadas para
curtir a festa junina, a Prefeitura oferece o serviço de hospedagem
alternativa em casas, pensões e apartamentos.
O evento não atrai apenas visitantes e turistas do Brasil, mas em
especial, o turista europeu, que consome não só o artesanato local,
mas alimentos, vestuário, transporte, comunicação. A
estratégia da Prefeitura de Campina Grande para atrair ainda mais
turistas para a festa é o planejamento e investimento na capacitação e
profissionalismo dos operadores turísticos.
‘Trinta dias de forró"
‘Trinta dias de forró em toda cidade, êta que felicidade, no Maior São
João do Mundo, arrasta-pé Brasil!’. No trecho da música, um convite
irrecusável para conhecer o São João de Campina.
Há vários atrativos para os turistas tanto no Parque do
Povo, como em Galante, São José da Mata, quanto nos bairros, no
projeto de descentralização do São João. Entre as atrações estão Aviões do Forró, Mastruz com Leite, Os 3 do Nordeste, Zezé di
Camargo & Luciano, Zé Ramalho, Fagner, Santanna, Calcinha Preta,
Cavaleiros do Forró, Flávio José, Sirano e Sirino, Genival Lacerda,
Gatinha Manhosa e demais.
A cenografia do Parque do Povo é sempre uma atração à parte. Algumas
inovações são suficientes para encher os olhos dos turistas e
levá-los a uma viagem no tempo através das réplicas arquitetônicas das
décadas de 50 e 60. A padronização das barracas, em estilo rústico,
é um dos retoques para a imagem visual da festa. O palco principal é
projetado com características do antigo “palhoção” que deu origem ao
Maior São João do Mundo há mais de duas décadas.
Texto do CODECOM DA PMCG
São João:
uma expressão cultural do povo
Alguém já disse que o "São João é a expressão cultural do povo
nordestino", muito embora, hoje, não se faça mais o São João como
antigamente. Haja vista que a cada ano as festas juninas vêm perdendo
o seu encanto, seu entusiasmo e as suas principais características de
folguedo tipicamente popular, quando era comemorado em meio às
alegrias das fogueiras, dos fogos de artifícios e dos balões
multicoloridos que subiam aos céus nas noites estreladas do mês de
junho.
E eram, precisamente, na véspera do dia de São João que os festejos
atingiam o seu auge. Na noite do dia 23, as ruas dos bairros se
iluminavam alegremente ao enorme clarão das fogueiras espalhadas por
toda a rua. O pipocar contínuo dos foguetões e das bombas, o canto
alegre da meninada ao redor das fogueiras a queimar estrelinhas,
vulcões, rodinhas, chuveiros, traques e bombinhas davam um colorido
impressionante, mantendo, assim, uma tradição que, hoje, só nos traz
saudades e recordações.
A perda gradativa de suas características deve-se ao consumismo
exagerado e à exploração comercial daqueles que usam das manifestações
desse rico manancial folclórico para transformá-lo numa importante
fonte de renda.
Assistimos hoje, com tristeza, a uma proliferação de ranchos
animados por aparelhos eletrônicos, apresentações de conjuntos ao som
de guitarras, em lugar dos tradicionais bailes caipiras que eram
animados pelo som das sanfonas, zabumbas e triângulos.
Ligados a cultos egípcios
Narram alguns historiadores que a festa de São João tem suas origens
ligadas aos cultos egípcios do sol e da fertilidade da terra, uma vez
que, com a chegada do inverno, se comemorava o início da colheita.
Originado na Grécia e mais tarde absorvido pelos conquistadores
romanos, logo se espalhou por toda a Europa, chegando ao Brasil, via
Portugal, trazido pelos colonizadores.
Com o advento do cristianismo, os festejos juninos foram
incorporados ao nascimento de São João Batista, que transcorre no mês
de junho, dia 24, época marcada pelas noites frias e de constantes
chuvas.
No Brasil, mais precisamente no Nordeste, onde ainda hoje vamos
encontrar grande participação popular e uma maior religiosidade, as
comemorações juninas surgiram no meado do século XVII.
Nos primeiros anos do Brasil-Colônia, acrobatas e andarilhos se
faziam presentes nas festas de junho, a exemplo do que ocorria em
Portugal. Oriundos da França e Itália, esses acrobatas e andarilhos,
pelos idos de 1596, causaram grande alvoroço em Lisboa. Dançando ao
som de harpas, cobravam eles, por suas apresentações, um vintém de
cada espectador.
No decorrer do tempo, durante as festas religiosas e reais, tais
entretenimentos constituíam um divertimento predileto dos escravos e
do povo inculto. Posteriormente passaram a ser comemorados na véspera
e no dia de São João Batista e de São Pedro. Na umbanda, por ocasião
dos festejos juninos, são reverenciados São Jerônimo e Santa Bárbara;
esta, padroeira dos fabricantes de fogos de artifícios.
Patrono da campanha emancipacionista de 1645, em Pernambuco, São
João Batista também figura nos anais militares do Brasil, aclamado com
honras de "General" e "Capitão".
Fogueira é uma tradição
As fogueiras exercem papel de grande relevo nas noites de São João.
A sua origem é explicada através de inúmeras lendas do povo crente do
Nordeste, a começar pela que diz que as fogueiras acesas na noite da
véspera do dia consagrado a São João Batista relembram a fogueira que
Santa Isabel, sua mãe, mandara acender no alto da colina em que
morava, a fim de, através daquele sinal luminoso, anunciar a Maria de
Nazaré, sua prima, o nascimento de seu filho, o precursor do Messias,
conforme havia sido combinado entre elas duas.
Ficara acertado ainda que, caso a criança nascesse durante o dia,
ela mandaria hastear uma bandeira no topo de um mastro colocado em
frente à sua casa.
Festas juninas em Campina Grande
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