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                  A Fazenda Santa Roza nas festas juninas

Fotos: Marcelo Marcos

As festas juninas 2005 de Campina Grande marcaram a inauguração nas proximidades da Câmara de Vereadores de Campina Grande, à rua Santa Clara, no São José, da réplica da Fazenda Santa Roza (século XVII) que deu origem à cidade. A réplica foi um dos projetos paralelos do Maior São João do Mundo 2005, apoiado pela Prefeitura Municipal, através da Coordenadoria de Turismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

De acordo com o idealizador do projeto, Flávio Alex Farias,
(foto abaixo) a réplica foi constituída com base numa pesquisa histórica realizada por ele e pelo historiador George Gomes. Ambos  reproduzindo todos os detalhes que representam a rotina da uma casa de fazenda, resgatando a memória histórica de Campina Grande a partir da sua origem. A casa grande da fazenda cenográfica foi construída em madeira com tem 10 metros de frente e 10 metros de fundo. A “casa grande” tem dois quartos, sala, cozinha e varanda. O cenário também é composto por quatro currais de pau a pique, um chiqueiro e um plantio (milharal, jerimum, melancia, feijão, maxixe, etc.). Neste ambiente colocaram 14 animais: vaca, boi, bezerros, garrotes, jumentos, cavalo e galinhas.    

Além da cenografia, a Réplica da Fazenda Santa Roza foi habitada por uma família e os trabalhadores da fazenda. Ao todo foram 14 pessoas (figurantes) que representaram personagens como o fazendeiro, vaqueiros, capataz, escravos, entre outros. A pesquisa e criação do figurino foram realizadas pela artista campinense Lúcia Cabral. A fazenda ficou aberta à visitação pública nos três turnos e durante todo dia houve atividade na “casa grande”. Os campinenses e turistas que visitaram a réplica conheceram conhecer o processo de ordenha, fabricação de queijo, doce de leite, como também o trabalho da bordadeira e as histórias de troncoso contadas pelos moradores da fazenda.

Um pouco da história

O projeto foi uma das grandes atrações turísticas do “Maior São João do Mundo 2005” a propiciar aos visitantes uma leitura sobre a origem da cidade. Segundo o material pesquisado pelos organizadores do projeto, a história conta que, os Oliveira Ledo deixaram as margens do rio dos Currais (São Francisco), Bahia, tangendo o gado ao canto triste dos boiadeiros, passaram toda a Capitania de Sergipe, depois por Alagoas, Pernambuco e adentraram à Paraíba, margeando o rio Paraíba, subindo a Taperoá e chegando ao Rio Santa Rosa, no Cariri paraibano, e aí construíram a Fazenda Santa Roza, que por sua vez passou a ser de Dona Adriana Ledo, filha do primeiro dono do referido sítio (Teodósio de Oliveira Ledo).

Em meados do século XVII, o grande Solar de Santa Roza pertencia a família de dona Adriana Ledo, tendo como patriarca, Agostinho Pereira Pinto, além dos filhos. O referido Solar de Santa Roza, como era conhecido, foi ninho de várias gerações que povoaram o cariri, o agreste e os sertões da Capitania Real da Paraíba.

A Fazenda Santa Roza era o maior quinhão de terras chegando a possuir 14 grandes propriedades, todo o seu gado saía daí para pastar e beber água na Data de Campina Grande, até porque a referida Campina foi feita a machado para plantação do capim mimoso. Então, Campina Grande tem seus fundamentos a partir da primitiva família Oliveira Ledo, também chamada "Família de Santa Roza".
 

 

 






 

 

 

 

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