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Nau Catarineta


O que é um povo sem cultura? Antes que se possa avaliar qualquer coisa é primordial que se possua uma identidade particular para que um povo seja reconhecido dentro e fora de seu círculo. Uma cidade como Cabedelo não poderia deixar de possuir uma cultura rica e memorável, acompanhando toda a sua beleza natural e histórica.


Encenação da dança folclórica "Nau Catarineta" que mantém viva a história da época das conquistas

Suas tradições já alcançaram outros continentes e suas estórias e seu folclore divertem e emocionam todas as gerações. Suas festas tradicionais levam verdadeiras multidões às ruas como as Festividades Juninas e a já tão consagrada Paixão de Cristo que é encenada à vários anos na Fortaleza de Santa Catarina, reconhecida como o segundo maior evento teatral ao ar livre do país. Nosso carnaval é animado e nossas danças típicas se mantém vivas ao longo dos anos. Ano após ano, geração após geração nosso acervo intelectual e espiritual enriquece, quebrando barreiras inimagináveis.

Perdurando entre estes e tantos outros exemplos, Cabedelo se solidifica no contexto cultural do estado e até do nordeste abrilhantando ainda mais a cultura geral do país, enchendo de orgulho todos os cidadãos desta terra.


Fortaleza de Santa Catarina


A Fortaleza de Santa Catarina é hoje de grande valor turístico para a cidade de Cabedelo, apresentando uma arquitetura bastante significativa, que se inclui na cultura paraibana com seus módulos culturais.

A fortaleza está servindo de suporte para divulgação de eventos artísticos e culturais, abrangendo shows, peças de teatro, exposições de artistas locais e de outros estados do Brasil. Além disso, pode-se encontrar lá muito artesanato, produtos que surgem das mãos dos artesãos de Cabedelo. Fora isso, a fortaleza ainda atende a comunidade cedendo espaço para reuniões e encontros comunitários.


Muitas exposições podem ser apreciadas nas inúmeras salas no interior da fortaleza como as pinturas em azulejos, o museu oceanográfico e a exposição do séc. XVII que mostra passagens da história da colonização do Brasil. Localizada próximo ao Porto de Cabedelo, é possível dela avistar a Ilha da Restinga, Forte Velho (foto de Renilson Matos), Igreja da Guia, Costinha e Lucena.

Um dos primeiros pontos que um visitante deseja ver em Cabedelo é, sem dúvida, a Fortaleza que reúne muito de nossa cultura, conhecendo assim a origem de nossa cidade e de seu povo. As visitas são sempre acompanhadas por guias turísticos que contam com detalhes as nuances do lugar.
Em 1992 foi criada a Fundação Fortaleza de Santa Catarina que cuida e preserva este importante patrimônio de nosso país.


Coco de Roda

 
O coco, dança típica das regiões praieiras, é conhecida em todo Norte e Nordeste do Brasil. A influência dos batuques africanos nessa dança é marcante. Porém, em termos de coreografia, nota-se, também, as marcações dos bailados indígenas dos Tupis da Costa. É uma dança muito popular, cantada em coro, onde os pares formam uma roda e dançam sapateando e trocando umbigadas entre si e com os pares vizinhos. Seu grupo instrumental é formado de percussão, bombos, ganzás ou caracaxás, pandeiros, cuícas e é guiado pelas palmas rítmicas dos componentes e por um canto especial. A forma da música é uma estrofe-refrão, que pode ser a tradicional ou a improvisada.

O coco é um folguedo do ciclo junino, porém, é dançado, também, em outras épocas do ano. Com o aparecimento do baião, o coco sofreu várias alterações. Hoje, em muitos lugares, os participantes não trocam mais umbigadas. Dançam em sapateado forte como se estivessem pisoteando o solo, ou em um aposta de resistência.

Existe uma infinidade de formas, sendo que as mais conhecidas são o coco-de-praia, coco-de-roda e coco-de-furar, coco-de-amarração, coco-de-embolada, balamento e pagode. Dança de origem humilde, dos homens de praia, que se divertiam cantando e dançando, quebrando os cocos com pedras, é considerado, ainda hoje, uma das brincadeiras do homem do meio rural mais representativas de nossas manifestações culturais.

Destaque para Jackson do Pandeiro, como grande incentivador do ritmo.

Fonte: Prefeitura de Cabedelo - Secretaria de Turismo
Fonte: Conhecendo a Fortaleza de Santa Catarina - Fundação Casa José Américo


 

 

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