Luis Gonzaga
Jackson do
Pandeiro
Jackson do Pandeiro
Sua mãe foi uma cantora de coco e zabumbeira
de muito talento. Não demorou para que
o pequeno José Gomes Filho pegasse o gosto pela música que, mais
tarde, o transformaria em Jackson do Pandeiro, grande expoente do
ritmo tipicamente
nordestino. Seu primeiro instrumento musical foi
um pandeiro, o que justifica em parte o seu
nome artístico. O apelido Jack
vem dos filmes de faroeste.
Aos 13 anos, ele passou a observar os
cantadores e músicos nas feiras públicas de Campina Grande (PB), onde
morava com a família. João Pessoa e Recife foram seus próximos
endereços, onde Jackson
passou a tocar em cabarés e bares. Somente em 1953, já com 35 anos,
Jackson gravou seus primeiros sucessos: Sebastiana, de Rosil
Cavalcanti, e Forró em Limoeiro, rojão composto por Edgar
Ferreira. O paraibano deixou um grande e rico legado para a música
popular brasileira.
Luiz Gonzaga
“E a 13 de dezembro nasceu nosso rei...”. A letra de
Gilberto Gil para uma música do próprio Gonzaga encerra-se repetindo a
data de nascimento de Luiz Gonzaga,
natural de Exu, interior pernambucano. Januário, seu pai, era lavrador
e tocava sanfona nas horas vagas. O menino Luiz ajudava o pai a
consertar os instrumentos e, desde então, foi despertando para a
música.
Hoje cabe a Luiz Gonzaga o prestígio alcançado pelos
ritmos tradicionais nordestinos, em especial o baião, o forró, o
xaxado e o xote. Seu sucesso começou em programas de calouros e de
rádio no Rio de Janeiro, quando passou a ser conhecido e aplaudido.
Suas canções são executadas até hoje, numa prova indiscutível da
qualidade de sua obra.
Dominguinhos
Os Três Pingüins. Esse era o nome do primeiro grupo de
que fez parte o sanfoneiro Dominguinhos que, nessa época, tocava com
seus irmãos. Aos 6 anos de idade, ganhou uma sanfona de Luiz Gonzaga,
que apostou no futuro de sucesso do menino.

Anos depois, de mudança para o Rio de Janeiro,
Dominguinhos volta a procurar Gonzaga, que se transformou numa espécie
de "padrinho" - o primeiro disco foi gravado em 1967. Hoje ele acumula
mais de 30 discos, trilhas sonoras para cinema e quatro prêmios Sharp.
Abri a Porta, De Volta Pro Aconchego, Gostoso Demais,
Isto Aqui Tá Bom Demais, Quem Me Levará Sou Eu, Só Quero Um Xodó são
alguns dos maiores sucessos de Dominguinhos, este pernambucano de
Garanhus, que nasceu José Domingos de Moraes, também apelidado de
Nenê. Ele tinha sete anos, em 1948, quando tocava pandeiro no trio de
irmãos Os Três Pingüins, nas feiras e portas de hotéis de sua cidade,
quando foi ouvido e despertou o encanto de Luiz Gonzaga. Este prometeu
apadrinhá-lo se ele fosse para o Rio, o que só aconteceria em 1954.
Ganhou
uma sanfona do padrinho e formou com Miudinho e Borborema o Trio
Nordestino. No refluxo do baião, que saiu de moda em meados dos 60,
Dominguinhos foi obrigado a aprender outros gêneros musicais para
tocar em gafieiras, churrascarias e boates. Mais tarde formava dupla
com Anastácia, que se tornaria sua esposa e parceira em clássicos como
Eu Só Quero Um Xodó e Tenho Sede, êxitos na voz de Gilberto Gil, além
de outros sucessos como De Amor Eu Morrerei, Lamento de Saudade,
Saudade Matadeira e Forró em Petrolina.
Dominguinhos deve a virada em sua carreira ao incentivo e parceria com
os baianos já na fase pós-tropicalista. Gal Costa levou-o para o
festival MIDEM europeu no ano seguinte, participou do show Índia da
cantora e de Refazenda de Gilberto Gil. Dominguinhos atuou também com
Caetano Veloso e Maria Bethânia e abriu seu leque de parcerias (mais
adiante com Guadalupe, sua segunda mulher), incluindo de Fausto Nilo
(Pedras que Cantam) a Chico Buarque (Tantas Palavras, Xote da
Navegação). Com o também pernambucano Nando Cordel, ele fez a toada
lenta De Volta pro Aconchego, um estouro na voz de Elba Ramalho, e o
forró Isso Aqui Tá Bom Demais, gravado em dupla com Chico Buarque. Com
Gilberto Gil compôs entre outras Abri a Porta (sucesso do grupo A Cor
do Som) e Lamento Sertanejo. Através de sua sanfona, acabou abarcando
vários estilos nordestinos: xaxado, baião, coco, quadrilha, entre
outros.
Pinto do Acordeon
Paraibano de Conceição do Piancó, o cantor, compositor e músico Pinto
do Acordeon, aos 53 anos de idade, já computa uma trajetória de muito
sucesso, com 19 CD’s e discos gravados. Começou a despertar para o
mundo da música ainda criança. Teve a oportunidade de realizar
diversas apresentações com seu maior ídolo, Luiz Gonzaga, pelo Brasil
afora. E a amizade foi tamanha que recebeu como presente do "Rei do
Baião" uma sanfona branca.
Pinto
do Acordeon já escreveu sua marca no cenário nacional. Um dos seus
maiores sucessos, Neném Mulher, foi trilha sonora da novela Tiêta, da
Rede Globo. Já compôs músicas para artistas como Elba Ramalho, Fagner,
Trio Nordestino, Genival Lacerda e com Dominguinhos, sendo que com
este já gravou em parceria. Seu primeiro sucesso foi a música "Me
batendo pra roer".
Elba Ramalho
Filha ilustre da Paraíba, Elba Ramalho começou a se interessar pela
música ainda na adolescência, quando morava em Campina Grande. Foi na
faculdade, porém, que ela passou a integrar o grupo As Brasas. A
partir daí, o sucesso foi inevitável.
Ela foi convidada para ser crooner do Quinteto Violado, indo para o
Rio de Janeiro.
Não demorou para que Elba se firmasse como um dos maiores nomes da
música brasileira, seja pela sua voz forte e vibrante ou pela sua
performance no palco. Ficou famosa como intérprete de grandes
sucessos, como Banho de Cheiro, De Volta pro Aconchego,
Bate Coração e Leão do Norte.
Jorge de Altinho
O sucesso e o reconhecimento vieram primeiro como compositor.
Fole de Ouro, Forró Quentão e Petrolina Juazeiro são
algumas de suas canções que foram gravadas pelo Trio Nordestino a
partir de 1975. Só em 1980 o olindense Jorge de Altinho decidiu
encarar a carreira solo, cantando suas composições.
Sua fama se deve à inovação do forró, introduzindo metais e guitarras
no ritmo. Na tentativa de conseguir sucesso no sul do País, passou a
incluir outros gêneros musicais em seus discos, gravando frevos,
baiões, lambadas e até mesmo boleros.
Fonte:
http://www2.uol.com.br/JC/saojoao/ralabucho_gente.htm
Zé Calixto
Lauricéia Barros
Editora de Cultura - Diário da Borborema
"O Rei dos Oito Baixos", como é mais conhecido nasceu em 1939.
Instrumentista. Sanfoneiro e compositor, começou a tocar aos oito
anos. Aos doze já tocava sozinho em bailes e festas de sua cidade. Nas
apresentações dessa época, conheceu Jackson do Pandeiro e Genival
Lacerda.
Em 1959, em período de lua-de-mel de seu recente casamento, foi
convidado por um amigo para fazer uma gravação no Rio e Janeiro.
Deixou sua esposa e aceitou viajar oito dias num ônibus. Voltou três
meses depois, para buscar sua companheira, mudando-se para a cidade
maravilhosa, onde moram desde então.
Dedicou toda sua vida à sanfona, desenvolvendo, especialmente, o gosto
pela execução do forró.Em 1960, gravou uma série de quatro discos pela
gravadora Sinter com os forrós “Forró de Seu Dideu”, “Forró em Serra
Branca”, “Forró em Campina Grande”. Com sua sanfona de oito baixos,
chamou tanto a atenção dos produtores cariocas, que logo foi
contratado pela Phillips, passando a gravar um LP por ano.
Em 1961, por aquela gravadora, lançou os forrós “Arrodeando a
fogueira”, de sua autoria e “Apertadinho”, de Ari Monteiro e Airão
Reis. Em 1963, gravou, também na Philips, dois forrós: “A pisada é
essa”, com Jackson do Pandeiro e “Tempo de milho verde”, com Aquilino
Quintanilha. Participou da coletânea “O fino da roça”, lançada pela
gravadora Philips, em 1969, da qual participaram ainda, Jackson do
Pandeiro, Zé Catraca, Messias Holanda, Zé Messias, Adélia Ramos e
Elino Julião, liderados por Genival Lacerda, que substituiu Jackson do
Pandeiro na excursão homônima, percorrendo todo o Nordeste, tocando
com sucesso em clubes e praças, por ocasião dos festejos juninos.
Terminado o contrato com a Philips, Calixto foi recebido por quatro
outras gravadoras, passando pela CBS, Tapecá, Continental e Odeon-EMI,
lançando ao todo 26 discos solo. Em 1972, teve as músicas “Forró do
Nino”, parceria com New Carlos e “Forró do mestre-sala”, com Manoel
Serafim gravadas no LP “Forró na palhoça” da CBS com interpretações
suas.
O LP lançado pela CBS, em 1973, trazia como destaques “Forró do Nino”,
de Bastinho Calixto e New Carlos e “Forró do mestre-sala”, de sua
autoria com Manoel Serafim.
Em 1974, teve os forrós “No cantinho da parede” e “Só pra perturbar”,
parceria com Bastinho Calixto, gravados por Bastinho Calixto pela EMI.
Atualmente, trabalhando com gravadoras independentes, é definido por
Sivuca, seu companheiro de forró, que o conhece há mais de 40 anos,
como “um cavalheiro rústico, um artesão no fole de oito baixos, já que
ele mesmo afina sua sanfona”.
É considerado também como ídolo de vários grupos da nova geração do
forró, influenciando bandas como o Trio Forrozão e tendo participação
no primeiro disco do grupo Mestre Ambrósio. Faz questão de retornar a
Campina Grande, anualmente, para se apresentar nas festas de São João.
Genival Larcerda
Genival
Lacerda, é nosso embaixador para assuntos musicais no eixo Rio-São
Paulo, um cantor que tem história e sempre tem enaltecido a nossa
cultura por onde tem passado.
É o
representante do forró escrachado. Suas letras de duplo sentido
levaram sua música a ser conhecida como "pornoxote" ou "pornoxaxada",
apesar de suas músicas, na maioria, situarem-se entre o coco e o
rojão, gêneros básicos de sua maior influência, Jackson do Pandeiro.
Paraibano de Campina Grande, o artista hoje é uma referência na música
nordestina e um dos maiores divulgadores do forró no eixo Rio-São
Paulo.
Em 1955
gravou seu primeiro disco de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa
"Coco de 56". Em 1964, incentivado pelo concunhado Jackson do
Pandeiro, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró
e chegou a gravar um LP. O sucesso só chegou mesmo em 1975, com a
música "Severina Xique-Xique", cujo verso "ele tá de olho é na butique
dela" se tornou o mais popular do compositor.
Depois
disso, conhecido nacionalmente, se apresenta regularmente em várias
cidades brasileiras, fazendo humor, dançando e cantando.
Leia Sivuca...