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Nomes da música nordestina

 
Raízes nordestinas se destacam em programa de rádio

Convidados e violeiros ao vivo fazem o diferencial do Bom Dia Nordeste. Com o objetivo de resgatar as raízes nordestinas, os forrós antigos e as canções de viola, Sebastião Basílio de Lima, mais conhecido como "Tião Lima" apresenta os programas Bom dia Nordeste das 5h às 6h, diariamente, e o Retalho do Sertão, de 17h30 às 18h, de segunda a sexta-feira, na Rádio Borborema. O Bom dia Nordeste vai ao ar todos os dias transmitindo os antigos forrós e os que são tocados hoje em dia
. Já o Retalho do Sertão, o programa mais antigo no gênero no Brasil, relembra as canções de viola e oferece um espaço aos violeiros.

Zé Laurentino

Natural do Sítio Antas, Puxinanã/PB. Caririzeiro, de origem rural, começou fazer versos aos 12 anos de idade.

Estudou no Ginásio Comercial “Plínio Lemos”, onde demonstrou sua inclinação de líder, exercendo a atividade de representante de classe e presidente do Grêmio Estudantil. Foi eleito vereador em 1972, sendo o segundo vereador mais votado. Nos palanques recitava, arrancando aplausos do público com um dos seus primeiros poemas: “Retorno à Casa Paterna. Já exerceu a função de Presidente da Casa do Poeta Repentista de Campina Grande (Casa do Cantador) por mais de uma vez.

Matéria completa

 


Luis Gonzaga Jackson do Pandeiro

Jackson do Pandeiro

Sua mãe foi uma cantora de coco e zabumbeira de muito talento. Não demorou para que
o pequeno José Gomes Filho pegasse o gosto pela música que, mais tarde, o transformaria em Jackson do Pandeiro, grande expoente do ritmo tipicamente nordestino. Seu primeiro instrumento musical foi um pandeiro, o que justifica em parte o seu nome artístico. O apelido Jack vem dos filmes de faroeste.

Aos 13 anos, ele passou a observar os cantadores e músicos nas feiras públicas de Campina Grande (PB), onde morava com a família. João Pessoa e Recife foram seus próximos endereços, onde Jack
son passou a tocar em cabarés e bares. Somente em 1953, já com 35 anos, Jackson gravou seus primeiros sucessos: Sebastiana, de Rosil Cavalcanti, e Forró em Limoeiro, rojão composto por Edgar Ferreira. O paraibano deixou um grande e rico legado para a música popular brasileira.

Luiz Gonzaga

“E a 13 de dezembro nasceu nosso rei...”. A letra de Gilberto Gil para uma música do próprio Gonzaga encerra-se repetindo a data de nascimento de Luiz Gonzaga, natural de Exu, interior pernambucano. Januário, seu pai, era lavrador e tocava sanfona nas horas vagas. O menino Luiz ajudava o pai a consertar os instrumentos e, desde então, foi despertando para a música.

Hoje cabe a Luiz Gonzaga o prestígio alcançado pelos ritmos tradicionais nordestinos, em especial o baião, o forró, o xaxado e o xote. Seu sucesso começou em programas de calouros e de rádio no Rio de Janeiro, quando passou a ser conhecido e aplaudido. Suas canções são executadas até hoje, numa prova indiscutível da qualidade de sua obra.

Dominguinhos

Os Três Pingüins. Esse era o nome do primeiro grupo de que fez parte o sanfoneiro Dominguinhos que, nessa época, tocava com seus irmãos. Aos 6 anos de idade, ganhou uma sanfona de Luiz Gonzaga, que apostou no futuro de sucesso do menino.

Anos depois, de mudança para o Rio de Janeiro, Dominguinhos volta a procurar Gonzaga, que se transformou numa espécie de "padrinho" - o primeiro disco foi gravado em 1967. Hoje ele acumula mais de 30 discos, trilhas sonoras para cinema e quatro prêmios Sharp.

Abri a Porta, De Volta Pro Aconchego, Gostoso Demais, Isto Aqui Tá Bom Demais, Quem Me Levará Sou Eu, Só Quero Um Xodó são alguns dos maiores sucessos de Dominguinhos, este pernambucano de Garanhus, que nasceu José Domingos de Moraes, também apelidado de Nenê. Ele tinha sete anos, em 1948, quando tocava pandeiro no trio de irmãos Os Três Pingüins, nas feiras e portas de hotéis de sua cidade, quando foi ouvido e despertou o encanto de Luiz Gonzaga. Este prometeu apadrinhá-lo se ele fosse para o Rio, o que só aconteceria em 1954.

Ganhou uma sanfona do padrinho e formou com Miudinho e Borborema o Trio Nordestino. No refluxo do baião, que saiu de moda em meados dos 60, Dominguinhos foi obrigado a aprender outros gêneros musicais para tocar em gafieiras, churrascarias e boates. Mais tarde formava dupla com Anastácia, que se tornaria sua esposa e parceira em clássicos como Eu Só Quero Um Xodó e Tenho Sede, êxitos na voz de Gilberto Gil, além de outros sucessos como De Amor Eu Morrerei, Lamento de Saudade, Saudade Matadeira e Forró em Petrolina.

Dominguinhos deve a virada em sua carreira ao incentivo e parceria com os baianos já na fase pós-tropicalista. Gal Costa levou-o para o festival MIDEM europeu no ano seguinte, participou do show Índia da cantora e de Refazenda de Gilberto Gil. Dominguinhos atuou também com Caetano Veloso e Maria Bethânia e abriu seu leque de parcerias (mais adiante com Guadalupe, sua segunda mulher), incluindo de Fausto Nilo (Pedras que Cantam) a Chico Buarque (Tantas Palavras, Xote da Navegação). Com o também pernambucano Nando Cordel, ele fez a toada lenta De Volta pro Aconchego, um estouro na voz de Elba Ramalho, e o forró Isso Aqui Tá Bom Demais, gravado em dupla com Chico Buarque. Com Gilberto Gil compôs entre outras Abri a Porta (sucesso do grupo A Cor do Som) e Lamento Sertanejo. Através de sua sanfona, acabou abarcando vários estilos nordestinos: xaxado, baião, coco, quadrilha, entre outros.

Pinto do Acordeon

Paraibano de Conceição do Piancó, o cantor, compositor e músico Pinto do Acordeon, aos 53 anos de idade, já computa uma trajetória de muito sucesso, com 19 CD’s e discos gravados. Começou a despertar para o mundo da música ainda criança. Teve a oportunidade de realizar diversas apresentações com seu maior ídolo, Luiz Gonzaga, pelo Brasil afora. E a amizade foi tamanha que recebeu como presente do "Rei do Baião" uma sanfona branca.

Pinto do Acordeon já escreveu sua marca no cenário nacional. Um dos seus maiores sucessos, Neném Mulher, foi trilha sonora da novela Tiêta, da Rede Globo. Já compôs músicas para artistas como Elba Ramalho, Fagner, Trio Nordestino, Genival Lacerda e com Dominguinhos, sendo que com este já gravou em parceria. Seu primeiro sucesso foi a música "Me batendo pra roer".

Elba Ramalho

Filha ilustre da Paraíba, Elba Ramalho começou a se interessar pela música ainda na adolescência, quando morava em Campina Grande. Foi na faculdade, porém, que ela passou a integrar o grupo As Brasas. A partir daí, o sucesso foi inevitável. Ela foi convidada para ser crooner do Quinteto Violado, indo para o Rio de Janeiro.

Não demorou para que Elba se firmasse como um dos maiores nomes da música brasileira, seja pela sua voz forte e vibrante ou pela sua performance no palco. Ficou famosa como intérprete de grandes sucessos, como Banho de Cheiro, De Volta pro Aconchego, Bate Coração e Leão do Norte.

Jorge de Altinho

O sucesso e o reconhecimento vieram primeiro como compositor. Fole de Ouro, Forró Quentão e Petrolina Juazeiro são algumas de suas canções que foram gravadas pelo Trio Nordestino a partir de 1975. Só em 1980 o olindense Jorge de Altinho decidiu encarar a carreira solo, cantando suas composições.


Sua fama se deve à inovação do forró, introduzindo metais e guitarras no ritmo. Na tentativa de conseguir sucesso no sul do País, passou a incluir outros gêneros musicais em seus discos, gravando frevos, baiões, lambadas e até mesmo boleros.


Fonte:
http://www2.uol.com.br/JC/saojoao/ralabucho_gente.htm

Zé Calixto
Lauricéia Barros
Editora de Cultura - Diário da Borborema


"O Rei dos Oito Baixos", como é mais conhecido nasceu em 1939. Instrumentista. Sanfoneiro e compositor, começou a tocar aos oito anos. Aos doze já tocava sozinho em bailes e festas de sua cidade. Nas apresentações dessa época, conheceu Jackson do Pandeiro e Genival Lacerda.

Em 1959, em período de lua-de-mel de seu recente casamento, foi convidado por um amigo para fazer uma gravação no Rio e Janeiro. Deixou sua esposa e aceitou viajar oito dias num ônibus. Voltou três meses depois, para buscar sua companheira, mudando-se para a cidade maravilhosa, onde moram desde então.

Dedicou toda sua vida à sanfona, desenvolvendo, especialmente, o gosto pela execução do forró.Em 1960, gravou uma série de quatro discos pela gravadora Sinter com os forrós “Forró de Seu Dideu”, “Forró em Serra Branca”, “Forró em Campina Grande”. Com sua sanfona de oito baixos, chamou tanto a atenção dos produtores cariocas, que logo foi contratado pela Phillips, passando a gravar um LP por ano.

Em 1961, por aquela gravadora, lançou os forrós “Arrodeando a fogueira”, de sua autoria e “Apertadinho”, de Ari Monteiro e Airão Reis. Em 1963, gravou, também na Philips, dois forrós: “A pisada é essa”, com Jackson do Pandeiro e “Tempo de milho verde”, com Aquilino Quintanilha. Participou da coletânea “O fino da roça”, lançada pela gravadora Philips, em 1969, da qual participaram ainda, Jackson do Pandeiro, Zé Catraca, Messias Holanda, Zé Messias, Adélia Ramos e Elino Julião, liderados por Genival Lacerda, que substituiu Jackson do Pandeiro na excursão homônima, percorrendo todo o Nordeste, tocando com sucesso em clubes e praças, por ocasião dos festejos juninos.

Terminado o contrato com a Philips, Calixto foi recebido por quatro outras gravadoras, passando pela CBS, Tapecá, Continental e Odeon-EMI, lançando ao todo 26 discos solo. Em 1972, teve as músicas “Forró do Nino”, parceria com New Carlos e “Forró do mestre-sala”, com Manoel Serafim gravadas no LP “Forró na palhoça” da CBS com interpretações suas.

O LP lançado pela CBS, em 1973, trazia como destaques “Forró do Nino”, de Bastinho Calixto e New Carlos e “Forró do mestre-sala”, de sua autoria com Manoel Serafim.

Em 1974, teve os forrós “No cantinho da parede” e “Só pra perturbar”, parceria com Bastinho Calixto, gravados por Bastinho Calixto pela EMI. Atualmente, trabalhando com gravadoras independentes, é definido por Sivuca, seu companheiro de forró, que o conhece há mais de 40 anos, como “um cavalheiro rústico, um artesão no fole de oito baixos, já que ele mesmo afina sua sanfona”.

É considerado também como ídolo de vários grupos da nova geração do forró, influenciando bandas como o Trio Forrozão e tendo participação no primeiro disco do grupo Mestre Ambrósio. Faz questão de retornar a Campina Grande, anualmente, para se apresentar nas festas de São João.

Genival Larcerda

Genival Lacerda, é nosso embaixador para assuntos musicais no eixo Rio-São Paulo, um cantor que tem história e sempre tem enaltecido a nossa cultura por onde tem passado.

É o representante do forró escrachado. Suas letras de duplo sentido levaram sua música a ser conhecida como "pornoxote" ou "pornoxaxada", apesar de suas músicas, na maioria, situarem-se entre o coco e o rojão, gêneros básicos de sua maior influência, Jackson do Pandeiro.

Paraibano de Campina Grande, o artista hoje é uma referência na música nordestina e um dos maiores divulgadores do forró no eixo Rio-São Paulo.

Em 1955 gravou seu primeiro disco de 78 rotações, obtendo sucesso com a faixa "Coco de 56". Em 1964, incentivado pelo concunhado Jackson do Pandeiro, foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou em casas de forró e chegou a gravar um LP. O sucesso só chegou mesmo em 1975, com a música "Severina Xique-Xique", cujo verso "ele tá de olho é na butique dela" se tornou o mais popular do compositor.

Depois disso, conhecido nacionalmente, se apresenta regularmente em várias cidades brasileiras, fazendo humor, dançando e cantando.

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