Localização
Geográfica
O Nordeste brasileiro está situado logo abaixo da
linha do Equador, ocupando a posição norte-oriental do
País, entre 1° e 18° 30' de latitude Sul e 34° 20' e 48°
30' de longitude Oeste de Greenwich.
Área e População
A Região Nordeste ocupa
uma área de 1.561.177,8 km², o que equivale a 18,3% do
território brasileiro, abrangendo um total de 1.187
municípios, distribuídos por nove Estados:
Maranhão, com 217 municípios; Piauí, com 221;
Ceará , com
184;
Rio Grande do Norte
(), com 166;
Paraíba, com
223;
Pernambuco,
com 185;
Alagoas, com
101;
Sergipe, com
75 e
Bahia, com
415.
Também faz parte desta área, o Distrito Estadual de
Fernando de Noronha, em Pernambuco. Das capitais
estaduais, três delas, representam as Regiões
Metropolitanas do Nordeste: Fortaleza, Recife e
Salvador. De acordo com dados de 1996 do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
a população total do Nordeste era de 44,8 milhões de
habitantes, o que correspondia a 28,5% da população
brasileira. Deste total, 29,2 milhões representavam a
população urbana, e 15,6 milhões a rural. A densidade
demográfica da Região era de 28,7 hab/km².
Segundo projeções do IBGE para 1999, a população
nordestina já atingiu 46,3 milhões de pessoas, 28,2% da
população nacional.
Energia
A necessidade
de suprimento adequado de energia elétrica é cada vez
maior no mundo moderno. Além do aumento no uso de
energia devido ao crescimento demográfico e à elevação
progressiva do padrão de vida da população urbana,
milhões de pessoas vêm migrando para as cidades,
ampliando a demanda pelo produto. No Brasil, a
eletricidade vem penetrando rapidamente no balanço
energético nacional, pois seu consumo cresce a taxas
mais elevadas que os demais energéticos.
No Nordeste, o consumo
de energia elétrica tem se mostrado mais dinâmico do que
a média do País. O crescimento registrado pelo setor em
1998, em relação ao ano anterior, foi de 7,3%, o mais
elevado dentre todas as regiões. Neste período, a taxa
de crescimento do consumo brasileiro foi de 4,1%. As
previsões consolidadas para a Região Nordeste indicam um
crescimento médio anual, para os próximos anos, de 6,3%,
fortemente atrelado às expectativas de evolução dos
segmentos industrial e comercial.
O parque gerador de
energia elétrica da Região Nordeste tem capacidade
instalada de geração de 10.704 MW, sendo 10.272 MW
provenientes de 16 usinas hidrelétricas e 432 MW de duas
usinas termelétricas.
Com capacidade de
geração de energia de 10.705 megawatts, a
Companhia Hidro Elétrica do São
Francisco (Chesf) é responsável pela
produção, transporte e comercialização de energia
elétrica para os Estados nordestinos do Piauí, Ceará,
Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas,
Sergipe e Bahia. A produção média anual do sistema Chesf
é de 40 milhões de MW e o consumo médio anual na Região
é de 33,5 milhões de MW.
Mais de 90% da geração
de energia do Nordeste provêm de hidrelétricas, que
estão concentradas em um único Rio, o São Francisco. A
capacidade de geração do Rio São Francisco está esgotada
e por isso, tem-se buscado alternativas de geração de
energia através de fontes solar, eólica e gás natural.
Os Estados da Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e
Ceará se preparam para instalar usinas termelétricas.
Links:
Ministério de Minas e Energia
Eletrobrás
Transportes
Rodoviário e Ferroviário
A Região Nordeste
possui 430.655,6 quilômetros de estradas, dos quais
41.763 quilômetros são pavimentados. Mais 2.271,3
quilômetros estão sendo pavimentados. As rodovias com
pista dupla compõem 390,7 quilômetros e outros 103,9
passam por obras de duplicação. Entre 1991 e 1997, o
transporte rodoviário teve um incremento de 20,6%.
As linhas ferroviárias
do Nordeste atingem 6.358 quilômetros de extensão. A
malha ferroviária da Região foi privatizada, cabendo à
Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN) a concessão
deste serviço nos Estados de Alagoas, Pernambuco,
Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão. A
Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) detém a concessão do
transporte ferroviário nos Estados da Bahia e Sergipe. A
população de seis capitais nordestinas, Salvador,
Maceió, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza, conta
com serviços de trens urbanos.
Aéreo
O Nordeste possui
atualmente 15 aeroportos comerciais, com capacidade para
atender aeronaves de porte médio e grande. Os de Recife
(PE), Salvador (BA), Fortaleza (CE) e Natal (RN) têm
padrão internacional. A Infraero e os governos estaduais
estão promovendo reformas e ampliações em diversas
estações de passageiros para atender à crescente demanda
turística e de negócios na Região. Em 1998 o número de
passageiros que desembarcaram de vôos nacionais e
internacionais superou a casa de 4 milhões, já o volume
de cargas movimentadas nos aeroportos chegou a 145,8 mil
toneladas.
Marítimo e
Hidroviário
Banhada pelo Oceano
Atlântico em todo seu litoral, a Região Nordeste tem uma
costa marítima com 3.347 quilômetros de extensão. As
capitais possuem bons complexos portuários,
destacando-se o Porto de Suape, em Pernambuco e o de
Itaqui, no Maranhão. Com excelentes condições de
atracação e localização, ambos têm capacidade de receber
navios de grande porte.
Existem diversos
terminais especializados, como o de Ponta da Madeira, no
Maranhão, onde são embarcados minério de ferro e grãos;
o de Aratu, na Bahia, especializado em produtos químicos
e petroquímicos; e o porto-ilha da Termisa, no Rio
Grande do Norte, exclusivo para embarque de sal marinho.
Além dos portos e terminais em operação está em
construção o Porto de Pecém, no Ceará. Entre 1991 e
1998, o movimento geral de cargas cresceu 41,6% na
Região, tendo atingido o volume de 97,44 milhões de
toneladas.
O Nordeste apresenta um
sistema de hidrovias comercialmente viáveis, com 1.600
quilômetros na bacia do Rio São Francisco, 850
quilômetros no Rio Parnaíba e 1.020 quilômetros na
Baixada Maranhense. O trecho do São Francisco entre as
cidades de Pirapora e Juazeiro(BA)/Petrolina (PE) é
servido por uma eclusa, na Barragem de Sobradinho. No
Rio Parnaíba existe uma eclusa, em construção, na
Barragem de Boa Esperança.
Links:
Ministério dos Transportes
Banco de Informações dos
Transportes (BIT)
Companhia de Desenvolvimento do
Vale do São Francisco (Codevasf)
Departamento Nacional de Estradas
de Rodagem (DNER)
Empresa Brasileira de Planejamento
de Transportes (GEIPOT)
Plano de
Desenvolvimento do Nordeste
A Sudene está elaborando junto com os Estados de sua
área de atuação o Plano de Desenvolvimento do Nordeste (PDN),
que, apesar do nome, engloba também o Vale do
Jequitinhonha e o norte de Minas Gerais e o norte do
Espírito Santo. Conjunto de ações de interesse dos 11
Estados, o PDN terá por base as propostas do Plano
Plurianual de Investimentos - PPA (2000-2003) para o
Nordeste e os planos de desenvolvimento estaduais.
O Plano de
Desenvolvimento do Nordeste tem dois objetivos básicos:
formar uma agenda mínima de programas estaduais e
orientar as ações da Sudene e do Governo Federal na
Região. A proposta da Sudene para o Plano apresenta uma
estratégia de desenvolvimento regional com oito linhas
programáticas: assegurar infra-estrutura hídrica;
propiciar a reorganização e melhoria da base de
desempenho da base produtiva do Nordeste; canalizar
atividades para educação e capacitação tecnológica;
transformar a estrutura produtiva; inserir os espaços
econômicos extra-regionais, com destaque para a
exportação e o turismo; gerar ações de desenvolvimento
de base local; induzir a desconcentração e a melhoria da
infra-estrutura e dos serviços sociais; e criar
mecanismos que estimulem e assistam a organização
social.
Com esta
iniciativa, a Sudene retoma seu papel de instituição
planejadora do desenvolvimento regional. O último plano
foi realizado em 1986. A elaboração de planos regionais
está na Constituição Federal, que diz em seu Artigo 43
que, paralelamente ao PPA, plano nacional, devem ser
elaborados planos regionais de desenvolvimento.
O Nordeste
semi-árido e Polígono das Secas
A Região
Nordeste ocupa 18,27% do território brasileiro, com uma
área de 1.561.177,8 km². Deste total, 962.857,3 km²
situam-se no Polígono das Secas, delimitado em 1936,
através da Lei 175, e revisado em 1951. O Polígono
abrange oito Estados nordestinos - o Maranhão é a única
exceção -, além da área de atuação da Sudene em Minas
Gerais, com 121.490,9 km², e compreende as áreas
sujeitas repetidamente aos efeitos das secas. Já o
Semi-Árido ocupa 841.260,9 km² de área no Nordeste e
outros 54.670,4 Km² em Minas Gerais e caracteriza-se por
apresentar reservas insuficientes de água em seus
mananciais.
Em 1980, o
censo do IBGE apontou uma distribuição eqüitativa da
população do Nordeste, em que 50,46% viviam na zona
urbana e 49,54%, na rural. No entanto, entre 1980 e
1991, houve uma redução na população rural, que emigrou
para as grandes cidades, devido às secas ocorridas neste
período. De acordo com o censo de 1991, 60,35% dos
nordestinos estavam nas áreas urbanas e 39,35%
permaneciam no interior. De acordo com o IBGE, em 1996,
mais de 27 milhões de pessoas moravam na Região do
Polígono das Secas e mais de 18 milhões, no Semi-Árido.
Estudos
indicam que o fenômeno das secas remonta há milhares de
anos, antes mesmo da ocupação humana no Nordeste
brasileiro. De acordo com dados da Coordenação de Defesa
Civil da Sudene, a ocorrência de secas na Região se
verifica desde antes da chegada dos europeus ao
continente. Alguns vestígios de barragens foram
encontradas em rios no Estado do Ceará, o que, segundo
relato do historiador Pompeu Sobrinho, mostra que o
homem nativo do Nordeste já utilizava pedras para
represar a água dos rios.
As causas das secas têm
proporção planetária e são influenciadas por diversos
fatores, dentre os quais vale destacar: diferença de
temperatura superficial das águas do Atlântico Norte,
que são mais quentes, e do Sul, frias; deslocamento da
Zona de convergência intertropical para o Hemisfério
Norte, em épocas previstas para permanência no Sul; e o
aparecimento do fenômeno conhecido como El Niño,
caracterizado pelo aumento da temperatura no Oceano
Pacífico Equatorial Leste. A topografia acidentada do
Nordeste e alta refletividade da crosta são os
principais fatores locais inibidores da produção de
chuvas.
Fonte de pesquisa:
http://www.sudene.gov.br