A assembleia geral dos professores da Rede Municipal de Ensino de Campina Grande, que aconteceu nesta quinta-feira, 24, reforçou a postura dos docentes que decidiram manter a redução da carga-horária de 25 para 16 horas e 40 minutos, além de reforçarem o coro cobrando o pagamento do piso salarial para o magistério.
Após a reunião, os presentes saíram em caminhada e fizeram uma manifestação em frente ao prédio da Secretaria de Educação.
“Foi algo extremamente desrespeitoso e anti-democrático esse circular (ofício) da Secretaria de Educação enviado às creches e escolas. Um documento contendo ameaças. Na verdade o governo está acuado e quando uma cobra está acuada, ela dá o bote, parte para a agressão, e assim o governo está fazendo”, assinalou Napoleão Maracajá, presidente do Sintab.
Conforme o sindicato, como a Prefeitura de Campina Grande não cumpre a determinação do Superior Tribunal Federal (STF) e não respeita a Lei nº 11.738, os trabalhadores decidiram manter o mesmo princípio da proporcionalidade e diminuir uma hora na carga-horária para que os professores não continuem tendo perdas salariais, já que um terço do tempo de serviço dos docentes deve ser destinado às atividades extraclasse.
“Os professores decidiram continuar com o mesmo pensamento de redução da carga-horária, e isso é importante para mostrarmos que o movimento está forte. Continuaremos insistindo para que o pagamento do piso seja respeitado, já que não há outra explicação para que um município como Campina Grande não pague decentemente seus professores, a exemplo como faz a cidade de Guarabira, que é bem menor, mas lá o governo respeita a lei e paga o salário correto”, apontou Napoleão Maracajá.
Ascom
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